sábado, 7 de julho de 2012


Tempo... perdido, passado, fugitivo. 
Sai sem pedir licença alguma.
Deixa a vontade apetar, deve ser vaidoso.
Só sei que muito quero
mas o tempo não entende o quanto nos falta.
Vamos montar nosso próprio tempo?
inventar uma máquina que o molde a nossa vontade.
Quem sabe poderíamos sequestrá-lo
Por no cativeiro, fazê-lo multiplicar.  

Uma forma de dizer que precisamos encontrar o tempo que nos falta para musicarmos-nos. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Amnésia 
Queria não mais te ver
 Acordar pela manhã e não te encontrar 
Sair por ai e não sentir você por perto 
Queria não ter que sorrir para você 
Ignorar suas piadas tolas Seu humor oscilante Não precisar alimentar seu ego. 

Queria não se lembrar de você
 Tornar-lhe neutro, invisível! 
“Deletar” qualquer coisa a seu respeito 
Reeditar um novo enredo. 
Queria mergulhar no grande mar do esquecimento 

Sentir o silêncio da sua ausência 
Não ter mais que te sentir. 
Negar sua pré, pós e eterna existência.
 No momento anterior: Não te ver. 
Ulterior: Não te rever, esquecer.
 Fazer o quê? 
Pensei ter meu desejo realizado, que nada... 
 O reflexo do espelho desfez tudo. 

 Alfredo, 
numa noite quente de verão. 04/01/2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sons
Ao som do dia se ouve um cantar
Sinfonia de pássaros à beethoven
Melodias doces em movimento
Canções consonante, agradáveis.
Sintonia vibrante, choque das moléculas
Vibrar continuo entre querer e paixão
Atenção à regência querida e requerida
Sonidos frenéticos pulsando,
Rataplando dentro do peito.
Regi-se pelo olhar... Mergulha n’alma
Sonoros suspiros, cadência aumentada
Sensível em direção à tônica (fundamental)
Resolução perfeita sem decepção
Sons sustenidos alterados
Sonidos suaves, cântico agradável.
Som, sinfonia, sintonia, sonidos, sonoros,
Sons... harmonizando.
Soa meu músculo pulsador
Ressoe seus sons e componha em mim uma canção.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Espada Ferina.

Com a minha espada eu a feri
Não foi minha vontade
Incidente do momento
Feri forte e brusco seus sentimentos
A vi sangrando
A fiz chorar, sangrar.
Que espada maldita
Por que feres minha amada?
Não sabes que a ferindo, fere minh’alma?Oh! Como é cruel minha espada.